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Noticias em Geral : Delegacia trabalha à procura de pessoas desaparecidas
27/07/2007 00:00:00 (6000 leituras)

Notícia importada pelo sistema

Delegacia de Pessoas Desaparecidas e Identificação de Cadáveres foi criada em março de 1986, com a atribuição de proceder investigações sobre registros de pessoas desaparecidas e identificação de cadáveres de identidade desconhecida. 
 
Pertencendo ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi a pioneira no país como especializada em desaparecimento de pessoa. Em 1995, ao se criar um sistema para inserção de dados nos computadores, possibilitou-se o cruzamento desses dados para facilitar a investigação e busca do desaparecido. Quanto maior os detalhes fornecidos pelos familiares, maior a chance de busca através do computador. 
 
No caso da identificação de cadáveres, o Instituto Médico Legal (IML) envia para a delegacia as listagens dos corpos que ali chegam, para que se possa analisar com os dados identificados no boletim de ocorrência. Na possibilidade de haver dúvidas de que algum corpo possa ser o do desaparecido, é feita uma identificação de suas impressões digitais.
 
Uma vez feita a queixa, o RG do desaparecido será bloqueado nos terminais de identificação. No caso do indivíduo tirar uma segunda via, se envolver num acidente ou apresentar o documento à polícia, o terminal acusará que ele se encontra como desaparecido. 
 
No ano de 2006 foram registradas 20.869 queixas de desaparecimento, sendo que 15.215 pessoas já foram localizadas. 
 
O registro da ocorrência e os casos de desaparecimento
 
Registrando-se um boletim de ocorrência de desaparecimento, seus dados são enviados à Delegacia de Pessoas Desaparecidas, que a partir de então, começa uma busca para procurar solucionar o caso. “Quanto mais detalhes colocar no boletim de ocorrência, mais vai nos possibilitar subsídios para essa procura”, diz Gislaine Doraide Ribeiro Pato, delegada titular desde janeiro de 2007. 
 
A delegacia recebe as queixas registradas em todo o Estado, e faz então o trabalho de cruzamento de dados, buscas em presídios, hospitais, albergues e IML. 
 
“São inúmeros os motivos que levam ao desaparecimento”, afirma a delegada Gislaine. Os casos mais comuns são os de fuga de adolescentes que brigam com os pais, geralmente devido a um namoro não aceito pela família; envolvimento com entorpecentes, subtração de incapaz, vítimas de seqüestro, homicídio, ou criança e indivíduo com debilidade mental, que acaba por se perder e não consegue voltar para casa. 
 
“A gente vê muito desajuste familiar e social, essa é a motivação maior”, confirma Gislaine que acredita que há necessidade de uma interação maior entre pais e filhos. “É necessário que os pais não se preocupem só com a questão material, de fornecer roupa da moda, o celular mais bonito...Têm que se interessar pelo desenvolvimento, com o acompanhamento diário dos filhos, para eliminar esse tipo de risco”. 
 
O registro do desaparecimento de pessoa pode ser feito em qualquer delegacia de polícia, na própria Delegacia de Pessoas Desaparecidas, ou através da internet, no site www.policiacivil.sp.gov.br. Pode-se também passar uma foto do desaparecido para que seja disponibilizada no site. É importante, no caso de retorno do desaparecido, que se faça contato com a delegacia para informar o fato, para assim providenciar a baixa no sistema de busca. Neste caso, entrar em contato através do telefone 3227.0577, ou e-mail pessoasdesaparecidas@ssp.sp.gov.br. 
 
O Projeto Caminho de Volta
 
Uma parceria entre a Secretaria de Segurança Pública e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, criou, em setembro de 2004, o Projeto “Caminho de Volta”. Ele se destina a busca de crianças desaparecidas no Estado de São Paulo e funciona no prédio do DHPP. 
 
No projeto, há psicólogos que trabalham diariamente com intuito de ajudar famílias a buscarem o paradeiro de seu filho desaparecido. Assim que é registrada a queixa, a pessoa tem a opção de fazer parte dele. Preenche-se então um questionário, onde todo o perfil e convívio do desaparecido com sua família são analisados. 
 
O projeto, além do suporte psicossocial oferecido à família, dispõe também de um banco de dados de DNA. Após coleta de sangue ou saliva dos pais ou irmãos, esse material é encaminhado para a Faculdade de Medicina, inserido no banco de dados, tendo uma validade de 20 anos. 
 
Em 2006, cerca de 9.235 crianças foram dadas como desaparecidas. Desse total, a maior incidência acontece dos 13 aos 18 anos de idade, sendo as causas mais freqüentes maus tratos, violência doméstica e brigas familiares. 
 
 
 
Por Silvia Freitas

Veja aqui a notícia original com fotos



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